A readequação da maternidade do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em Mauá, paralisada desde o início do ano, só deverá ser retomada em janeiro de 2019. O prazo para recomeço dos trabalhos, iniciados em meados de 2015, foi revelado nesta semana pela administração municipal, chefiada pelo prefeito Atila Jacomussi (PSB), após o Paço mauaense publicar edital para seleção da empresa que ficará responsável pelas obras remanescentes.
O processo licitatório, que deverá ser finalizado até o fim deste ano, segundo a Prefeitura, visa retomar todas as fases da reforma – que deveria ter sido concluída em abril de 2017. No entanto, em janeiro deste ano os trabalhos foram abandonados pela empreiteira contratada – B&B Engenharia e Construções Ltda.
O espaço, que está isolado há pelo menos três anos, chegou a receber, no mês passado, vistoria de integrantes da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga irregularidades em contratos das prefeituras paulistas com OSs (Organizações Sociais) de Saúde. Na oportunidade, deputados estaduais chegaram a encontrar pomba morta no pavimento. Em sala ao lado, caixas de medicamentos vencidos, em meio a equipamentos hospitalares e mobiliários abandonados, foram localizados.
A estimativa é a de que esta etapa de obras remanescentes consuma cerca de R$ 2,2 milhões dos R$ 5,6 milhões previstos inicialmente, sendo R$ 5,3 milhões do governo federal e contrapartida municipal de cerca de R$ 326 mil.
A readequação do equipamento de Saúde permitirá que o setor de maternidade tenha 19 leitos de pré-parto, parto e pós-parto, sendo dez deles como centro de parto normal, dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal, 15 leitos de cuidados intermediários e cinco na unidade mamãe canguru. A revitalização também prevê novo centro obstétrico.
O projeto de reforma estabelece a realização de manutenção de áreas de apoio do pavimento, como copas, vestiários, expurgos, espaço de repouso médico, assim como melhoria do setor de enfermagem, dos leitos, e do centro cirúrgico.
A previsão é a de que a maternidade seja entregue num prazo de 12 meses após o início dos trabalhos, segundo a Prefeitura de Mauá.
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